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Entenda o que é Lean Startup

Evitar o desperdício é um dos conceitos da metodologia Lean Startup criada pelo americado Eric Ries.

O que é

O conceito de lean – que pode ser traduzido como “enxuto” – é bastante conhecido na gestão e indústria tradicional, e envolve a identificação e eliminação sistemática de desperdícios.

De um modo geral, qualquer método lean usa a estratégia de atuar localmente em cada item de desperdício de tempo, custo ou recursos, para chegar a uma qualidade maior e um time-to-market mais rápido.

Inspirado por esse conceito, o americano Eric Ries passou os últimos anos combinando ideias de marketing, tecnologia e gestão e criou o termo “Lean Startup”.

Ele vem tentando transformar uma metodologia pensada originalmente para startups de tecnologia em um método mais coeso e aplicável a qualquer empreendimento nascente.

Suas ideias envolvem, por exemplo, o ciclo Build – Measure – Learn (Construir – Medir – Aprender), desenvolvimento de clientes segundo ensinado por Steve Blank, métodos ágeis de desenvolvimento de produtos e uma interação constante com os usuários para testar diferentes hipóteses de como o produto se encaixa no mercado.

O método vem gradualmente ganhando adeptos no Brasil, mas muitos empreendedores ainda interpretam as práticas de forma errônea. Em parte devido à dificuldade de se compreender o material original em inglês, em parte porque a ideia é muito nova e tem poucas referências de aplicação.

Por exemplo, o conceito de produto mínimo viável (MVP, do Inglês Minimum Viable Product) vem sendo confundido com uma versão do produto com funcionalidades mais simples para ser entregue mais rápido; as técnicas de validação de hipóteses são quase sempre comparadas a pesquisas simplificadas de mercado; e o conceito de lean é confundido com “barato”, ou seja, usar o mínimo de capital no projeto da startup.

Assim como qualquer método de gestão, não existe uma única prática que garanta resultados – Lean Startup é uma ferramenta que deve ser usada pelo empreendedor em adição a várias outras.

Produto mínimo viável

A metodologia de Lean Startup trata a definição do produto mínimo viável (MVP, do Inglês Minimum Viable Product) como um dos marcos importantes no ciclo de vida de um empreendimento. Se pudéssemos quebrar essas três letras em conceitos mais completos, eles seriam:

  • Minimum: o menor tamanho possível, que possa ser entregue no menor tempo possível.
  • Viable: uma proposição de valor importante o suficiente para que seu principal cliente adote esse produto, se possível gerando receita.
  • Product: funcionalidades encaixadas em uma entrega que se assemelhe a um produto coeso e útil.

Assim, quem considera que o MVP é somente uma entrega com as funcionalidades mais simples, o menor produto possível ou uma versão criada em poucos dias, somente entendeu o conceito de “mínimo”.

Integrar esse entendimento aos outros dois conceitos – “produto” e “viável” – exige um esforço consciente para encontrar o melhor ponto na balança: algo a que o cliente dá valor, usando o menor número de recursos no menor tempo possível, mas que se assemelhe a um produto (e não uma lista de funcionalidades disponíveis para uso).

Assim como o encaixe entre produto e solução, o MVP está diretamente ligado à proposição de valor da startup. Se o empreendedor ainda não foi capaz de formular hipóteses a serem testadas para definir bem o cliente e outros aspectos da proposição de valor, partir para o MVP é um erro.

Antes disso, é mais válido trabalhar em várias versões de um business model canvas enquanto se conversa com potenciais clientes, para formular bem essa proposição e então prototipar um MVP teórico.

Não é fácil encontrar um MVP, ainda mais quando se tenta trabalhar um modelo de negócios inovador. Encontra-lo é normalmente fruto de várias iterações, tentativa e erro, medições, protótipos testados junto a muitos usuários e semanas de noites mal-dormidas.

Mesmo assim, se você estiver em busca do MVP com a consciência correta, será bem fácil entender que o encontrou – no pior dos casos, você irá descobrir rapidamente que o erro está na sua proposição de valor, e irá muda-la em tempo hábil para novamente procurar o MVP que a implementa.

Leia também: Entenda o que é Customer Development.

Autor convidado: Yuri Gitahy, fundador da Aceleradora.

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MVP: O QUE É E COMO USAR NA SUA STARTUP

MVP

O MVP, sigla para “Minimum Viable Product” (ou “Produto Minimamente Viável”, em português), pode ser uma das primeiras etapas do processo empreendedor. Eleger um MVP significa observar e coletar dados sobre clientes e criar situações práticas de negócio que façam com que a startup aprenda rapidamente o que falta para aplicar preços, funcionalidades e, enfim, lançar uma solução inovadora.

A prática ajuda a investir em um produto certeiro, que seja realmente útil para as pessoas. Além disso, depois de algum tempo de prática de MVP na sua startup, será possível prever os fatos antes que eles aconteçam, lançar novidades antes que seja tarde demais.

Além de ser usado para testar a utilização do produto e seus recursos, o MVP também serve para testar as demandas dos usuários. Ou seja, o experimento pode estar centrado no produto em si ou em outros componentes que permitam validar hipóteses do negócio.

O modelo MVP ajuda a estruturar claramente o problema que o produto se propõe a resolver. Ele pode ser usado para validar as idéias, que podem ser testadas e aprimoradas repetidamente. Mesmo ganhos mínimos podem ser decisivos para a viabilidade do produto no mercado. Como o processo é parte de conceitos já concebidos pelo empreendedor e da simplicidade, tem a vantagem de ser ágil, ideal para startups que estejam em situação de incerteza, ou necessitam de economia de tempo e dinheiro.

Estabelecendo hipóteses

Se você ainda não tem um protótipo, ou tem, mas quer tornar o processo ainda mais eficiente, sugiro que crie um modelo de negócios utilizando o Business Model Canvas. São 9 blocos que definem os componentes básicos da sua startup:

  • Segmentos de clientes
  • Propostas de valor
  • Canais
  • Relacionamentos com cliente
  • Fontes de receitas
  • Recursos chave
  • Atividades chave
  • Parceiros chave
  • Estrutura de custos

Se a sua criação parte totalmente do zero e ninguém fez algo parecido, é mais difícil encontrar parâmetros de comparação que ajudem a definir um MVP. A melhor forma é fazer testes rápidos (quantos forem necessários) e aprender o que dá certo ou não.

Caso ainda não tenha estudado a fundo o mercado em que pretende atuar, busque referências e conhecimento para passar com propriedade a etapa do MVP e colocar em prática suas concepções.

Mensurando seu MVP

Para aprender o que é necessário para alavancar seu produto ou resolver um problema é preciso estabelecer métricas para analisar o feedback de clientes em potencial e dos que já são usuários do serviço.

O ideal é que os resultados dos testes sejam rápidos e fáceis de analisar. No livro “The Lean Startup” (“A Startup Enxuta”), de Eric Ries, há alguns exemplos. Para validar o conceito de compras coletivas, o site Groupon começou com um blog de ofertas que repassava os cupons em formato PDF, feitos manualmente. Outro caso é o da Zappos, que para testar a ideia de venda de sapatos pela internet abriu o seu site com alguns modelos e, quando as pessoas compravam, a equipe corria para uma loja física, adquiria o par de sapato e enviava para o cliente.

Selecionando recursos

Uma vez que essas empresas ganham conhecimento com provações de mercado, elas colocam o aprendizado em prática e percebem que há espaço para assimilar coisas novas. Não deixe que o cliente perceba a “fragilidade” do seu MVP, por mais manual e “feio” que você esteja fazendo no começo, atenda o cliente de forma impecável.

Se o seu negócio é totalmente baseado na web, vale a pena utilizar as ferramentas que ela proporciona, SEO, , landing pages, teste A/B, Google Adwords, Facebook Ads, ou mesmo blogs, como fizeram as startups do exemplo acima.

Em linhas gerais, para produtos corporativos de alto valor agregado, a recomendação é testar inicialmente a demanda por meio de apresentações e entrevistas com potenciais clientes. Para produtos voltados para pequenas e médias empresas ou para o consumidor final, testar a demanda via web também é essencial. Dependendo do caso, os testes da experiência com o produto também passam a ser importantes.

Já para produtos B2C, onde o modelo de negócio é venda de publicidade, que por sua vez exige a adoção de larga escala de usuários, os MVPs devem caminhar mais fortemente em direção à construção do próprio produto.

O importante é detectar se a startup está seguindo o melhor caminho ou se tem concepções inviáveis. Quando finalmente completar o ciclo de obtenção de ideias, construção de um escopo, medição de dados e aprendizado de todo o processo e obtiver um feedback, o importante é não se deixar levar totalmente pelas opiniões de usuários. Afinal, nem mesmo os clientes sabem o que querem e é difícil emplacar altos graus de inovação.

No MVP, o conhecimento adquirido com o teste é ainda mais importante que a avaliação em si. Seja observador ao definir sua estratégia, faça-a da maneira mais simples possível e desfrute do sucesso de seu produto ou serviço!

MVP – É mais fácil pensar o máximo que o mínimo

Jorge Horácio Audy // sexta, 17/05/2013 12:33

MVP (do Inglês Minimum Viable Product), Mínimo Produto Viável é uma estratégia usada para validar produtos ou funcionalidades com o seu mercado, técnica popularizada por Eric Ries, iterativo-incremental, validando o máximo de pressupostos a cada ciclo, revisando e adaptando a estratégia de acordo com as informações colhidas e privilegiadas durante cada ciclo deste processo.

Em um mercado globalizado, altamente competitivo, com oportunidades que mudam cada vez mais rápido, ter uma ideia e trabalhar durante meses (ou anos) para lançá-la é uma estratégia que potencializa riscos em geração de desperdício, em perder o timing, de construir algo que não será percebido e adotado pelo mercado, não importa se falamos de uma startup ou multinacional.

É mais fácil ter ideias grandiosas que pequenas e focadas, diretas no ponto, saber extrair entre 50 funcionalidades o que é mais valor, aquele pedaço do todo que torne viável confirmar se a ideia será um produto de sucesso. Mais que isto, é RESISTIR a tentação de “já que” esta fazendo o MVP, não perder a noção de tempo e tentar aproveitar e fazer estoque de pressupostos sem validação.

Eu gosto de usar como exemplo aquela startup de Nerds, que tem uma idéia, tem qualidade de código, com testes unitários, clean code, produtividade, conseguem 500 mil de investimento e iniciam uma hibernação dentro de uma sala, trabalhando meses em um produto que “acham” que vai bombar, que será uma revolução, mas ao lançar descobrem tarde demais que não rolou …

A especificação e construção de um MVP (mínimo produto viável) é a busca por uma versão que seja o menor possível, mas contendo uma proposição de valor relevante para o cliente,  potencializando venda e fidelização devido a funcionalidades e características, mínimas, mas que apontem claramente para um produto consistente e com potencial de alto valor agregado.

mvp-quadrantes1

ATENÇÃO, MVP não é a simples construção e entrega do mínimo possível, construído no menor prazo, menor custo ou com as funcionalidades de menor complexidade. A equação correta é a busca e equilíbrio entre um produto de real valor para o cliente, construído em tempo e com recursos limitados, mas que possa viabilizar a confirmação de sua viabilidade como negócio.

Para nós, que trabalhamos com software, na mesma equação esta o uso de ferramentas Open-Source ou serviços free oferecidos fartamente na web , viabilizando agilidade e ciclos iterativo-incrementais antecipando a validação dos pressupostos acerca do produto concebido antes de desenvolvê-lo, exemplo de serviços freemiuns de landing pages, wordpress, geradores de sites, …

Leia mais sobre o movimento Lean StartUp, sobre o mestre Eric Ries, esta tudo lá, mas vá além, todos nós devemos aprender os conceitos de autoconhecimento, sustentabilidade, repetitividade, pivot, etc, pois empreendedorismo e inovação são uma exigência de mercado, não importa o porte, o segmento, o caixa, numero de funcionários, estes conceitos valem para TODOS:

Muitos riscos na especificação de um MVP são diretamente proporcionais ao volume de pressupostos pendentes sobre o problema, mas mesmo no caso de algo inovador há diferentes técnicas para mitigar o desconhecido, como prototipação, pesquisa de mercado, desenvolver o cliente, desenvolver a necessidade, divulgação casada com adaptação de soluções pré-existentes, etc.

A seguir compartilho algumas reflexões comuns a este tema:
. Devemos ter vergonha de nossa primeira versão, ela vai evoluir;
. Se o mercado esta dizendo não, mude algo (produto ou abordagem);
. Saia da sala (get out of the building), as respostas não estão la dentro;
. Tecnologia é importante, mas as conexões é que dão a direção certa;
. É preciso correr para obter resultados antes que o $$$ acabe;
. Se voce não é um gênio, pesquise, alguém pode já ter feito igual.

Finalmente, voce não esta sozinho neste mundo, se voce acha que sim é porque não participa de grupos de usuários, eventos, dojos, grupos de prática, comunidades de conhecimento, neles vai descobrir que a sua dúvida ou problema é igual para muitos outros e o caminho mais curto para o sucesso é cometer NOVOS erros e não os MESMOS que todos já cometeram.

Boa Sorte!

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A vida é um projeto iterativo-incremental

Jorge Horácio Audy

* Jorge H. Audy é escoteiro e agilista 24H por dia
Experiência como Scrum Master em equipes de produtos digitais
Um dos coordenadores do GUMA, Grupo de Usuários de Métodos Ágeis do RS
Sou Agile Coach, instrutor de Scrum e workshops sobre princípios ágeis
Fui Kotick na Alcatéia do GE Tupã-Ci e Mestre Pioneiro no GE Guia Lopes